A notícia já tem vários meses - é de Setembro de 2013 -, mas tem certamente interesse: trata-se de um projecto, designado Esquio Mountain Reserve, a desenvolver bem perto de Peralcovo. A notícia, extraída do site da Câmara Municipal de Penela - http://www.cm-penela.pt/noticias.php?idnoticia=1434#.UzcXWlVF34g:
Em Penela vai nascer nos próximos meses um projeto inovador e diferenciador, fruto de um investimento privado de cerca de 24 milhões de euros que irá permitir a recuperação de duas aldeias abandonadas (Esquio e Pessegueiro) e a sua transformação num empreendimento turístico diferenciador.
Apesar dos seis anos de luta permanente, Manuel dos Santos empresário da construção civil encontrou nas aldeias do Pessegueiro e Esquio, na freguesia do Espinhal, uma oportunidade de negócio. Comprou 3.700 parcelas de terreno e habitações, cuja área total ultrapassa os 300 hectares e desenvolveu um projeto de caraterísticas únicas e que em muito irá beneficiar a economia local.
A apresentação e lançamento da primeira pedra foi feita ontem, dia 11 de Setembro numa cerimónia que contou com a presença do secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Pedro Saraiva e do presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado entre outras entidades.
Inserido no sistema de incentivos do QREN SI-INOVAÇÃO, na tipologia - Inovação Produtiva, o empreendimento deverá proporcionar a criação de 61 postos de trabalho diretos, dos quais 34 serão qualificados.
“Com esta apresentação e lançamento da primeira pedra fica registado uma nova vida para esta parcela do território, é nossa convicção que hoje começamos a olhar de uma nova forma para o nosso território” , destacou António Alves, presidente da Câmara Municipal de Penela.
A transformação do Pessegueiro num aldeamento turístico contempla a construção de vários equipamentos de animação, incluindo um sistema de telecadeira, ou teleférico de montanha, ligando a aldeia a São João do Deserto, numa extensão de quase um quilómetro em linha reta.
Para o Secretário de Estado aquando o seu discurso, a forma mais eficaz de “preservar a nossa gastronomia, a nossa história, as nossas tradições, o nosso património natural é através do turismo”. “Nenhuma outra atividade económica consegue casar tantos interesses públicos para um único fim como é o turismo” contextualizou Adolfo Nunes quando abordou a importância do turismo na economia do país.
sábado, 29 de março de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
Peralcovo na Wikipédia
Peralcovo já está Wikipédia, enciclopédia da Internet. Eis o texto (que pode ser melhorado com os contributos de quem o queira):
Peralcovo
Peralcovo é uma aldeia situada na extremidade Sudoeste da Cordilheira Central/Serra da Lousã, na freguesia de Campelo, concelho de Figueiró dos Vinhos - coordenadas Latitude: 40º 0' 22” N, Longitude: 8º 17' 18” W, Altitude: 550 metros.
Os primeiros registos conhecidos acerca desta aldeia datam de 1758, quando o pároco de Campelo refere Peralcoyo como um dos lugares dessa paróquia (José dos Santos Matos de Carvalho, “Tempos Antigos da Região de Campelo”, in “Boletim da Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos”, número único comemorativo do seu vigésimo aniversário, 31 de Maio de 1957):
“(…) "em 1757, o Cura de Campelo, respondendo a um inquérito, informava o cura da freguesia de Lamas de que «o lugar de Funtam Simeyro desta minha freguesia tem capella particular»; e isto confirmou o mesmo Cura, Joam Roys Franco (conforme assinatura do próprio), quando no dia 6 de Agosto de 1758 e de Campelo escreveu, cumprindo ordem régia, o seguinte:
- «...minha Freguesia fica na Província da Beyra Bayxa Comarca e Bispado de Coimbra Termo de Miranda do Corvo...»
«Esta terra foi ela presente da Senhora Marquesinha de Arronches. Tem vinte e sete vizinhos, esta situada em hum valle e se descobre della hum lugar por nome Campillinho, o qual sit. a dois tiros de Funda...»
«... tem vinte e tres lugares que sam Campelo, Campillinho, Peralcoyo, Tresposto, Eyras, Pé de Janeiro, Alje, Singral Simeyro, Singral Fundeyro, Sigarrinhas, Siaras, Molhas, Ribeira Velha, Povoa, Fontam Simeyro, Fontam Fundeyro, Couto, Vilas de Pedro, Casas Velhas, Castelo, Casal, Aldeya Fundeyra e Val de Vicente. O Orago he a Senhora da Graça, tem coatro altares, - que eram o de S. Sebastião, o do Santíssimo, o da Senhora da Graça e o da Senhora do Rosario...»]]
Esta princesa ter-se-ia refugiado no local batizando-o com o seu próprio nome. Por este motivo e também devido aos acidentes do terreno, o sítio torna-se conhecido por COVO (cova grande, esconderijo) de PERALTA, designações que, aglutinando-se teriam dado PERALCOVO.
É, efectivamente, aceitável que assim teria acontecido.
Esta povoação, de existência bastante remota, parecendo perdida desde há muito desejava ter um lar sagrado, a recordar o Creador nas serras que Ele semeara antes da subida aos Céus.
A construção de uma capela era uma ideia enraizada que num futuro mais ou menos próximo se converteria em realidade. Bastava a recordação que todos tinham da “TIA MARIA MOÇA” e dos seus santinhos para que essa ideia frutificasse, transmitida de geração em geração. Foi assim que chegou a nossos dias.
Então quem era a “TIA MARIA MOÇA”? Segundo diz a lenda, era uma pobre mulher, até certo ponto virtuosa.
Ela improvisara em sua casa, uma pequena CAPELA, que foi sem dúvida, o primeiro templo que existiu em Peralcovo. Diz-se até que os santinhos dela tinham muito valor; é verdade que lá acorriam numerosos crentes que faziam dádivas em cumprimentos de promessas.
Desta recordação parece ter nascido a capela que hoje lá se ostenta para onde foram os santinhos da “TIA MARIA MOÇA” e na qual se venera NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM. Todos os anos no último DOMINGO DE AGOSTO, acorrem a esta pequena povoação centenas de fiéis desta freguesia e arredores à festa da sua Padroeira.
“SANTA DA BOA VIAGEM”,
OLHAI PELOS QUE SE VÃO:
O PAI, O MARIDO, O FILHO,
E MAIS O NOIVO E O IRMÃO»
(Texto inserido no verso do ícone/"santinho" dedicado a Nossa Senhora da Boa Viagem, a padroeira de Peralcovo – s/data)
Peralcovo
Peralcovo é uma aldeia situada na extremidade Sudoeste da Cordilheira Central/Serra da Lousã, na freguesia de Campelo, concelho de Figueiró dos Vinhos - coordenadas Latitude: 40º 0' 22” N, Longitude: 8º 17' 18” W, Altitude: 550 metros.
Os primeiros registos conhecidos acerca desta aldeia datam de 1758, quando o pároco de Campelo refere Peralcoyo como um dos lugares dessa paróquia (José dos Santos Matos de Carvalho, “Tempos Antigos da Região de Campelo”, in “Boletim da Casa da Comarca de Figueiró dos Vinhos”, número único comemorativo do seu vigésimo aniversário, 31 de Maio de 1957):
“(…) "em 1757, o Cura de Campelo, respondendo a um inquérito, informava o cura da freguesia de Lamas de que «o lugar de Funtam Simeyro desta minha freguesia tem capella particular»; e isto confirmou o mesmo Cura, Joam Roys Franco (conforme assinatura do próprio), quando no dia 6 de Agosto de 1758 e de Campelo escreveu, cumprindo ordem régia, o seguinte:
- «...minha Freguesia fica na Província da Beyra Bayxa Comarca e Bispado de Coimbra Termo de Miranda do Corvo...»
«Esta terra foi ela presente da Senhora Marquesinha de Arronches. Tem vinte e sete vizinhos, esta situada em hum valle e se descobre della hum lugar por nome Campillinho, o qual sit. a dois tiros de Funda...»
«... tem vinte e tres lugares que sam Campelo, Campillinho, Peralcoyo, Tresposto, Eyras, Pé de Janeiro, Alje, Singral Simeyro, Singral Fundeyro, Sigarrinhas, Siaras, Molhas, Ribeira Velha, Povoa, Fontam Simeyro, Fontam Fundeyro, Couto, Vilas de Pedro, Casas Velhas, Castelo, Casal, Aldeya Fundeyra e Val de Vicente. O Orago he a Senhora da Graça, tem coatro altares, - que eram o de S. Sebastião, o do Santíssimo, o da Senhora da Graça e o da Senhora do Rosario...»]]
Mas as origens da aldeia são certamente muito mais antigas. Uma lenda atribui a sua fundação à princesa Peralta:« (…) A origem desta povoação, ao certo, dada a falta de vestígios, não se sabe, mas não restam dúvidas de que é muito antiga e, se dermos crédito à Lena, o seu nome é principesco, teria sido fundada pela princesa de PERALTA filha do opolento rei vencido a quando de prolongadas lutas na região da Lousã.
Esta princesa ter-se-ia refugiado no local batizando-o com o seu próprio nome. Por este motivo e também devido aos acidentes do terreno, o sítio torna-se conhecido por COVO (cova grande, esconderijo) de PERALTA, designações que, aglutinando-se teriam dado PERALCOVO.
É, efectivamente, aceitável que assim teria acontecido.
Esta povoação, de existência bastante remota, parecendo perdida desde há muito desejava ter um lar sagrado, a recordar o Creador nas serras que Ele semeara antes da subida aos Céus.
A construção de uma capela era uma ideia enraizada que num futuro mais ou menos próximo se converteria em realidade. Bastava a recordação que todos tinham da “TIA MARIA MOÇA” e dos seus santinhos para que essa ideia frutificasse, transmitida de geração em geração. Foi assim que chegou a nossos dias.
Então quem era a “TIA MARIA MOÇA”? Segundo diz a lenda, era uma pobre mulher, até certo ponto virtuosa.
Ela improvisara em sua casa, uma pequena CAPELA, que foi sem dúvida, o primeiro templo que existiu em Peralcovo. Diz-se até que os santinhos dela tinham muito valor; é verdade que lá acorriam numerosos crentes que faziam dádivas em cumprimentos de promessas.
Desta recordação parece ter nascido a capela que hoje lá se ostenta para onde foram os santinhos da “TIA MARIA MOÇA” e na qual se venera NOSSA SENHORA DA BOA VIAGEM. Todos os anos no último DOMINGO DE AGOSTO, acorrem a esta pequena povoação centenas de fiéis desta freguesia e arredores à festa da sua Padroeira.
“SANTA DA BOA VIAGEM”,
OLHAI PELOS QUE SE VÃO:
O PAI, O MARIDO, O FILHO,
E MAIS O NOIVO E O IRMÃO»
(Texto inserido no verso do ícone/"santinho" dedicado a Nossa Senhora da Boa Viagem, a padroeira de Peralcovo – s/data)
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Campelos
Sempre tivemos alguma curiosidade em conhecer a principal terra homónima do nosso Campelo - Campelo no concelho de Baião.
Na Wikipédia esse Campelo é assim descrito:
"Campelo foi uma freguesia portuguesa do concelho de Baião, com 15,14 km² de área e 3 237 habitantes (2011). Densidade: 213,8 hab/km².
Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Ovil, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Campelo e Ovil da qual é sede."
Em Dezembro passado tivemos finalmente oportunidade de visitar a vila de Baião, que se insere na freguesia de Campelo. Algumas fotografias:
Na Wikipédia esse Campelo é assim descrito:
"Campelo foi uma freguesia portuguesa do concelho de Baião, com 15,14 km² de área e 3 237 habitantes (2011). Densidade: 213,8 hab/km².
Foi extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Ovil, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Campelo e Ovil da qual é sede."
Em Dezembro passado tivemos finalmente oportunidade de visitar a vila de Baião, que se insere na freguesia de Campelo. Algumas fotografias:
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Estatísticas populacionais
A desertificação do interior do país é um facto, sabe-o bem Peralcovo, mas também toda a freguesia de Campelo e os concelhos de Figueiró dos Vinhos e de Castanheira de Pera.
Apresentamos alguns elementos estatísticos sobre a freguesia de Campelo e o concelho de Figueiró dos Vinhos.
* "Tempos
Antigos da Região de Campelo", José dos Santos Matos de
Carvalho publicado no "Boletim da Casa da Comarca de Figueiró dos
Vinhos", Maio de 1957.
** Extraído de "Monografia do cConcelho de Figueiró dos Vinhos", Jorge Gaspar e outros, 2004. Os quatro quadros seguintes são também extraídos desta obra.
*** INE, Censos 2011.
Apresentamos alguns elementos estatísticos sobre a freguesia de Campelo e o concelho de Figueiró dos Vinhos.
|
Freguesia de Campelo
|
||||||
|
Anos
|
N.º de Fogos
|
N.º de Lugares habitados
|
N.º de Habitantes
|
Observações/ Fontes
|
||
|
Total
|
Varões
|
Mulheres
|
|
|||
|
1757
|
240
|
|
|
|
|
Cura (pároco) de Campelo
|
|
1758
|
|
23
|
|
|
|
Cura (pároco) de Campelo
|
|
1864
|
|
|
1.766
|
|
|
Recenseamento
|
|
1874
|
590
|
|
|
|
|
Recenseamento
|
|
1878
|
|
|
1.944
|
|
|
Recenseamento
|
|
1890
|
|
|
2.158
|
|
|
Recenseamento
|
|
1900
|
|
|
2.266
|
|
|
Recenseamento
|
|
1911
|
|
27
|
2.233
|
|
|
Recenseamento
|
|
1920
|
|
|
2.056
|
|
|
Recenseamento
|
|
1930
|
|
|
1.634
|
|
|
Recenseamento
|
|
1940
|
587
|
|
2.006
|
932
|
1.074
|
(489 famílias). Recenseamento
|
|
1947
|
|
31
|
|
|
|
Jornal “Comarca de FV”
|
|
1950
|
|
|
1.862
|
|
|
Recenseamento
|
|
1960
|
|
30
|
1.479
|
|
|
Recenseamento
|
|
1970
|
|
|
966
|
|
|
Recenseamento
|
|
1981
|
|
|
648
|
|
|
Recenseamento
|
|
1991
|
|
|
465
|
|
|
Recenseamento
|
|
2001
|
|
15
|
359
|
|
|
Recenseamento
|
** Extraído de "Monografia do cConcelho de Figueiró dos Vinhos", Jorge Gaspar e outros, 2004. Os quatro quadros seguintes são também extraídos desta obra.
*** INE, Censos 2011.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Posto Aquícola de Campelo - o projeto Ecotone
O Posto Aquícola de Campelo (pelos vistos a nova designação do que conhecíamos até agora por "viveiro de trutas de Campelo"), continua em obras de recuperação e adaptação a novas funcionalidades.
O novo projeto que alberga pode ser conhecido no site http://ecotone.pt/
É certamente desejo de todos os 'campelenses' que este projeto se traduza em postos de trabalho locais, bem como em visitas de turistas, atraídos também pelo restaurante que tarda em reabrir.
O novo projeto que alberga pode ser conhecido no site http://ecotone.pt/
É certamente desejo de todos os 'campelenses' que este projeto se traduza em postos de trabalho locais, bem como em visitas de turistas, atraídos também pelo restaurante que tarda em reabrir.
VIII Feira de Doçaria Conventual
Realizou-se no fim de semana de 2 e 3 de Novembro no Convento de N.ª Sra. do Carmo em Figueiró dos Vinhos, a VIII Feira de Doçaria Conventual:
Valeu a pena conhecer também um bocadinho melhor o Convento de N.ª Sra. do Carmo:
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