segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Falecimento de José Casimiro

No passado dia 30 de Junho faleceu no Hospital Amadora-Sintra o Sr. José Casimiro, de 79 anos, natural de Peralcovo e residente há largos anos em Campelo.

Só agora soubemos da triste notícia, que deixou mais pobre as povoações de Peralcovo e Campelo e, pessoalmente, a nós próprios: era no seu estabelecimento que sabíamos as notícias da terra e dos seus habitantes, das pessoas a contactar na região pelas mais diversas razões (obras, negócios), era o "Zé de Campelo" que nos contava as memórias da terra, as histórias (reais) da minha própria família paterna.
Homem empreendedor, dos sete ofícios, migrante, autarca, com uma memória invejável, o Sr. José Casimiro foi uma figura incontornável da história recente de Campelo e da região.


Em Peralcovo


Um esboço de árvore genealógica


Fátima, o casamento


Os nosso sentidos pêsames à viúva e filhos do Sr. José Casimiro.

domingo, 29 de agosto de 2010

Missa em Peralcovo

Realizou-se no passado domingo dia 15 de Agosto na capela de N. Sra. da Boa Viagem uma missa pelos naturais e habitantes de Peralcovo já falecidos.

A missa foi celebrada pelo pároco de Campelo sendo, de acordo com o Sr. Alves, muitos os participantes, quer de Peralcovo, quer vindos das aldeias vizinhas.

Esta missa procurou, de alguma forma, substituir as tradicionais festas de N. Sra. da Boa Viagem, que já não se realizam há alguns anos, mas que se celebravam no final de Agosto.

Algumas fotografias da capela e de seus santos:




quinta-feira, 10 de junho de 2010

S. João do Deserto

S. João do Deserto é um dos muitos locais aprazíveis próximos de Peralcovo, situado a meia dúzia de quilómetros da aldeia, na fronteira norte dos concelhos de Figueiró dos Vinhos e de Penela, freguesia de Espinhal.

Um postal do local editado pela Junta de Freguesia do Espinhal em 1988:


Um dos grandes pólos de atracção de S. João do Deserto são as suas festas, realizadas anualmente a 24 de Junho; o programa das festas de 2000:

Fotografias de S. João do Deserto em 2009:




quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A Grafonola do meu Avô

Recordo-me de sempre de ver no "quarto escuro" a caixa, a base em madeira, de uma grafonola. Do que me contaram, a campânula e o mecanismo terão sido vendidos em altura de “aperto”.
Caixa em madeira (castanho?). Dimensões:
  • Base = 395 mm x 395 mm
  • Tampo = 355 mm x 355 mm
  • Altura = 210 mm

Perspectiva, com o tampo aberto


Vista de lado

Vista de lado (pormenor do encaixe da manivela)


Vista do tampo
Já agora, quando completa, a grafonola poderia ter tido mais ou menos este aspecto:

domingo, 29 de novembro de 2009

O alambique

O alambique da casa da minha avó é um dos objectos que faz parte das recordações da minha infância.

Situava-se num canto do pátio e, quando a aldeia ainda tinha habitantes, assisti algumas vezes à feitura de aguardente; lembro-me que o vizinho Ti Cavadas era participante habitual nas operações de fabrico...

Infelizmente tivemos de o retirar do seu "habitat", se não hoje restava-nos apenas ver as suas fotografias, tal como acontece a muitos outros objectos que a frequente ladroagem já levou.




Uma descrição muito exacta dos alambiques e do seu funcionamento pode ser encontrada no livro "Memórias de Trás da Serra" de José Lucas Pedro, do Fontão Fundeiro, de que já falámos anteriormente (ver pág. 122 e seguintes do livro).

domingo, 4 de outubro de 2009

Três postais ilustrados de Campelo

Três postais ilustrados recentes de Campelo (2006/2007):

José Costa Reis, filho de Peralcovo

José Costa Reis é um reconhecido homem das artes nacional; da Wikipédia extraímos um apontamento biográfico:


José Manuel Costa Reis nasceu em Lisboa a 15 de Setembro de 1947. Frequentou o Curso Superior de Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, de 1964 a 1969, e estudou cenografia no Teatro Nacional de S. Carlos, com Mestre Furiga. No cumprimento do Serviço Militar tirou o curso de fotografia e cinema dos Serviços Cartográficos do Exército, único no género então existente no País.
Profissionalmente trabalhou durante dois anos no Núcleo de Cinema do Instituto Português de Cinema, a par de uma intensa actividade como cenógrafo e figurinista, bem como tem trabalhado regularmente como pintor, decorador, ilustrador, tendo ainda desempenhado funções de director de arte, na produtora portuguesas (Panorâmica 35) durante 6 anos.
Em 1991 funda a sua própria empresa (a Visual Total) destinada a criar e produzir decoração de interiores e décors para publicidade e televisão.
É professor de cenografia no Chapitô, das licenciaturas em Artes e Espectáculo da Universidade Lusófona. anteriormente, de 1992 a 2006 leccionou a disciplina de cenografia na Escola Profissional de Teatro de Cascais.
Juntamente com Jorge Salavisa cria no Teatro Municipal S. Luíz o "Ciclo Novos Vezes Nove" - "Actores" destinado a revelar novos talentos na área da representação.
Em 2006 é agraciado com a comenda da Ordem do Infante D. Henrique por S.Exa. o Sr. Presidente da República Dr. Jorge Sampaio.
Pelo seu trabalho ligado à área da criação de moda nos anos 70 ser considerado o primeiro estilista português, tal como hoje se entende o termo.
Desempenha actualmente as funções de Director de Arte na T.G.S.A (actualmente T.D.N SA).

Cremos estar na presença do filho de Álvaro dos Reis, natural de Peralcovo.

Encontrei um pequeno artigo da revista "Caras" de Dezembro de 2001: