A reforma autárquica em Figueiró dos Vinhos parece ter sido concluída.
Um amigo da Assembleia da República "passou-me" o documento:
quarta-feira, 26 de junho de 2013
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Busto de República do escultor José Simões de Almeida (Sobrinho) em Sintra
Na sala de reuniões do edifício dos Paços do Concelho de Sintra foi colocado no ano passado uma reprodução do busto da República, cujo autor foi um ilustre filho de Figeuiró dos Vinhos - o escultor José Simões de Almeida (Sobrinho):
No site http://simoesdealmeida.weebly.com/simotildees-de-almeida-sobrinho.html recolhemos a seguinte nota biográfica do escultor:
No site http://simoesdealmeida.weebly.com/simotildees-de-almeida-sobrinho.html recolhemos a seguinte nota biográfica do escultor:
JOSÉ SIMÕES DE ALMEIDA, nasceu no cimo da vila de Figueiró dos Vinhos, às 9 horas do dia 17 de Junho de 1880, e era filho de Joaquim Simões d'Almeida Fidalgo, proprietário, e de Augusta da Conceição Almeida, doméstica, neto paterno de José Simões Fidalgo e de Maria da Conceição, e materno de José Simões de Almeida e de Ana da Conceição.
Coube-lhe no assento de nascimento a cédula n.º 313.529 e foram seus padrinhos de baptismo seu tio José Simões de Almeida Júnior, outro génio da escultura, de quem já falámos e Maria da Conceição Almeida.
Casou com D. Margarida Alcântara Simões de Almeida, que foi sua discípula e se evidenciou também nas artes.
Com forte vocação desde a infância para a escultura, e por influência de seu tio e padrinho, matriculou-se na Academia Real das Belas Artes, concluindo o curso em 1903, tendo ido pouco depois para Paris, com o fim de aperfeiçoar a especialização, instalando-se no Bairro Latino, local encantador.
Regressado a Portugal ingressou como professor na Academia em que se formou, onde leccionava desenho e pintura, mas o que mais o notabilizou foi a escultura, deixando uma tão grande colecção de trabalhos que poucos artistas portugueses o terão conseguido, pelo que se pode ver o seu talento e a envergadura das suas concepções artísticas.
O Museu de Arte Contemporânea guarda algumas das suas obras maravilhosas de especial merecimento, umas talhadas em mármore e outras em gesso, como o baixo relevo "As Ninfas do Mondego chorando a morte de Inês de Castro"; outro baixo relevo "Infância" que é um verdadeiro mimo de carinho e de ternura em que sempre foi exímio, e vários estudos magistrais, representando uma "cabeça de velho" e "duas cabeças de criança".
É de sua autoria o "busto oficial" da República Portuguesa, cujas reproduções são aos milhares por todo o país.
No topo da escadaria nobre da Câmara Municipal de Lisboa, existe um baixo relevo maravilhoso, alusivo à comemoração da implantação da República em Portugal, de sua autoria.
Artista sempre em constante laboração, a ele se devem os monumentos: - Em Évora o de "Barahona", em Cuba "Homenageando Fialho de Almeida", em Pernambuco, Brasil a "Gago Coutinho e Sacadura Cabral", em Faro ao "Judeu" e "Dr. Rolo", em São Miguel, Açores ao "Infante D. Henrique", e muitos outros que não se indicam por se tornar fastidioso enumerá-los.
É numerosa a sua colecção de bustos representativos de várias personalidades portugueses da política, das letras e das artes, tendo cinzelado também as individualidades que formaram o primeiro Governo Provisório após a implantação da República.
São dele também os bustos dos doutores José de Castro e Miguel Bombarda.
Não se pode deixar de acrescentar a sua parte na estatuária do grandioso monumento ao Marquês de Pombal, no princípio da Avenida da liberdade, na capital do país.
Finalmente o seu trabalho de maior vulto e de maiores dimensões, o baixo relevo que preenche o espaço triangular do tímpano que decora a fachada do Palácio da Assembleia da República.
Também certamente a maioria anónima do povo português, desconhece que são da sua autoria os cunhos das lindas moedas de prata cunhadas após a implantação da República.
Possui várias condecorações entre as quais a Ordem de Santiago de Espada.
Foi um dos melhores professores de Belas Artes e um dos maiores escultores portugueses de todos os tempos.
Faleceu em Lisboa na freguesia de São João da Pedreira, na Avenida Elias Garcia, no n.º 75 - 3.º, em 2 de Março de 1950.
Mais um grande homem de que Figueiró dos Vinhos muito se orgulha de lhe ter servido de berço de nascimento.
Referências:
Figueiró dos Vinhos Terra de Sonho, p. 153 a 154. (Enviado por Henrique Dias)
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Etiquetas para malas de viagem
Há mais de 50 anos o transporte de objectos e "encomendas" para Peralcovo era efectuado em cestos e em malas que pouco terão a ver com as de hoje.
A necessária identificação desses recipientes não era efectuada como hoje - etiquetas em papel inseridas numa bolsa de plástico, materiais parcos na altura -, mas sim através de placas em madeira como as que apresentamos nas fotos abaixo.
As dimensões destas placas são de cerca de 110 x 45 mm.
A necessária identificação desses recipientes não era efectuada como hoje - etiquetas em papel inseridas numa bolsa de plástico, materiais parcos na altura -, mas sim através de placas em madeira como as que apresentamos nas fotos abaixo.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Natalina
Natalina da Piedade Martins foi a última habitante permanente de Peralcovo.
Há já alguns anos residente no Lar da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos, Natalina mantém, felizmente, os seus76 anos com um bom estado de saúde e uma aparência invejável, como é comprovado pelas fotos seguintes:
Há já alguns anos residente no Lar da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos, Natalina mantém, felizmente, os seus76 anos com um bom estado de saúde e uma aparência invejável, como é comprovado pelas fotos seguintes:
Carnaval em Figueiró dos Vinhos
A sede do concelho foi animada este ano por várias festividades carnavalescas, entre as quais um corso.
Algumas fotos:
Algumas fotos:
Temporal de 19 de Janeiro em Peralcovo
O temporal do passado dia 19 de Janeiro deixou marcas em Peralcovo.
O vento forte não só provocou a queda de muitas árvores, mas afectou também o abastecimento de energia eléctrica à povoação.
Nos dias seguintes ao temporal a EDP instalou um gerador de emergência, que garantiu o fornecimento da energia até à reposição da rede eléctrica para as habitações.
Contudo, falta ainda restabelecer a iluminação pública - a povoação está literalmente às escuras logo que anoitece. A razão será apenas um poste quebrado ao cimo da povoação, situação que se mantém, não obstante as insistências (nomeadamente pela família Reis) que vêm sendo feitas junto da EDP para a resolução da situação.
Algumas fotos da devastação na vegetação:
E o tal poste de luminação pública quebrado:
O vento forte não só provocou a queda de muitas árvores, mas afectou também o abastecimento de energia eléctrica à povoação.
Nos dias seguintes ao temporal a EDP instalou um gerador de emergência, que garantiu o fornecimento da energia até à reposição da rede eléctrica para as habitações.
Contudo, falta ainda restabelecer a iluminação pública - a povoação está literalmente às escuras logo que anoitece. A razão será apenas um poste quebrado ao cimo da povoação, situação que se mantém, não obstante as insistências (nomeadamente pela família Reis) que vêm sendo feitas junto da EDP para a resolução da situação.
Algumas fotos da devastação na vegetação:
E o tal poste de luminação pública quebrado:
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Cortiços - os "sevinos"
Ontem mesmo, por uma daquelas inéditas coincidências, nas Finanças de Figueiró dos Vinhos conheci uma prima com raízes de Peralcovo e a sua simpática família.
Interessada na preservação da história e do património da nossa região, de entre vários objectos que guarda carinhosamente, ofereceu-me alguns daqueles pregos que se usavam nos cortiços:
Descobri agora que se chamarão "sevinos" - no blogue http://montedomel.blogspot.pt/ é descrita a construção dos cortiços:
Nos descortiçamentos, quando surgia um caneiro mais redondo e de boa cortiça, fruto de arvore saudável, e de tirador experiente, era de imediato posto de lado, e até escondido, não fosse o proprietário da terra discordar.
Eram assim obtidas algumas pranchas de cortiça, e guardadas até à Primavera seguinte, onde albergariam algum enxame.
Nos tempos livres, o mestre abelheiro, normalmente detentor de alguma arte para manusear este tipo de materiais, cortava e “aparelhava” o caneiro de cortiça, de modo a dar-lhe a forma indicada. Era então necessário unir os bordos, para lhe dar a forma cilíndrica e tornar a construção mais estável. Esta etapa não era decerto fácil, pois a disponibilidade de pregos ou arames não era muita, usavam-se então “sevinos”, vulgo, pregos em madeira de esteva, que fixavam a cortiça.
De seguida, e de novo com cortiça, confeccionava-se o tampo, uma prancha redonda e plana resolvia o problema, sendo também fixa com os pregos de madeira. Faltam ainda as “trancas”, escoras feitas com duas varas de esteva, e cruzadas perpendicularmente no interior do cortiço, duas ou três trancas eram suficientes para escorar os favos.
Para finalizar, recortava-se a abertura por onde passariam as abelhas. Os apicultores mais metódicos teriam ainda o cuidado de “barrear”, todas as frestas e junções do cortiço com barro, e estava assim pronta a colmeia.
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